As 10 melhores canções de blues já gravadas pelos Rolling Stones

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Os Rolling Stones anunciaram o lançamento de “Blue & Lonesome”, um álbum focado no bom e velho blues. Mas os britânicos sempre flertaram com o estilo nascido em terras americanas. Ao ouvir Muddy Waters pela primeira vez, o guitarrista Keith Richards descreveu sua música como “a mais poderosa que já tinha ouvido”. Já o vocalista Mick Jagger afirmou ter sido “a coisa mais real que já havia chegado aos seus ouvidos”.

Os co-fundadores da banda, o guitarrista Brian Jones e o baterista Charlie Watts, foram logo se aprofundar na música feita por Muddy Waters, Jimmy Reed, Little Walter, Robert Johnson, Fred McDowell, entre outros. Inevitavelmente, o interesse mútuo resultou em diversas regravações no início da carreira da banda, bem como serviu de influência para algumas de suas canções mais célebres (e outras subestimadas) nesses mais de 50 anos de carreira.

Confira o Top 10 das canções mais blueseiras da maior banda de rock and roll de todos os tempos:

10. “Stray Cat Blues”, de Beggars Banquet (1968)
Uma das mais difíceis canções de blues dos Rolling Stones vai na contramão das convenções do gênero. “Stray Cat Blues” é sobre um roqueiro perverso que bate em uma groupie de 15 anos.

9. “You Gotta Move”, de Sticky Fingers (1971)
A canção original data de 1965 e seu arranjo foi inspirado por Fred McDowell, do Mississippi, que compôs “Sitting on Top of the World”. A primeira versão gravada pelos Stones surgiu em 1969 e foi registrada no Muscle Shoals Studios, no Alabama. Mas o registro definitivo saiu apenas em 1971, tendo McDowell como um dos compositores, junto do Rev. Gary Davis, que ajudou Mick Jagger a “ir mais fundo” nos vocais.

8. “I Can’t Be Satisfied”, de The Rolling Stones No. 2 (1965)
Temos aqui um Mick Jagger extremamente confiante e uma banda musculosa em uma versão de um sucesso gravado originalmente por Muddy Waters em 1948. Estranhamente, ninguém na América conhecia tal versão, que aparece no segundo álbum da banda, editado apenas no Reino Unido. Os americanos só foram conhecer a cover em 1972, por ocasião do lançamento de “More Hot Rocks (Big Hits and Fazed Cookies)”, uma coleção de raridades.

7. “Love In Vain”, de Let It Bleed (1969)
Os Stones muitas vezes filtraram seus blues tradicional e injetaram uma pitada de rock and roll. Despojada e tão sombria quanto a versão original de Robert Johnson (gravada durante a sua última sessão em 1937), “Love In Vain” é um ajuste perfeito com o tom apocalíptico do final dos anos 60.

6. “No Expectations”, de Beggars Banquet (1968)
Esta canção marca uma das últimas grandes contribuições de Brian Jones nos Stones. Difícil não se concentrar em outra coisa senão a sua guitarra slide fraseando a canção enquanto Mick Jagger canta a bela letra em tom desolador.

5. “I Just Want To Make Love To You”, de The Rolling Stones (1964)
A canção de Willie Dixon foi gravada pela primeira vez por Muddy Waters em 1954, e os Stones a gravaram dez anos depois em seu álbum de estreia. Serve como uma introdução de uma abordagem blues na banda. Contudo, tem muita guitarra, tom de ameaça e rock and roll.

4. “Ventilator Blues”, de Exile on Main St. (1972)
Esta é uma das pouquíssimas canções dos Stones em que o guitarrista Mick Taylor assina. Ironicament, foi realmente gravada em um lugar mal ventilado: o porão da casa de campo de Keith Richards na França. Quem ditou o ritmo estranho da canção foi o saxofonista Bobby Keys e, em seguida, o baterista Charlie Watts tornou a canção quase impossível de reproduzi-la no palco.

3. “Little Red Rooster”, lançada como single (1964)
Brian Jones era o chefão da banda em 1964. A canção foi composta por Willie Dixon e a primeira gravação foi feita por Howlin’ Wolf em 1961. O modo como Brian toca sua guitarra slide é nada menos do que fenomenal, e intensidade de queima lenta da banda veio naturalmente. Curiosamente, foi gravada pelos Stones no Chicago Chess Studios, mesmo local da versão original de Wolf.

2. “Stop Breaking Down”, de Exile on Main St. (1972)
Keith Richards contou ter ouvido esta canção de Robert Johnson pela primeira vez ao lado de Brian Jones, mas foi com Mick Taylor que a gravação dos Stones surgiu. E o excelente trabalho de slides se contrapõe a um baixo desempenho de Mick Jagger na gaita. A verdade é que Keith Richards e sua banda nunca superaram a versão original por uma questão: Robert Johnson tocou tudo sozinho.

1. “Midnight Rambler”, de Let It Bleed (1969)
Escrita originalmente por Jagger e Richards, foi gravada em 1969, mas o registro definitivo talvez seja a versão ao vivo do álbum “Get Yer Ya-Ya’s Out!” (1970). De qualquer maneira, a canção capturou muito sobre a época: a ameaça, o desespero, o medo em cada canto. É o mais próximo do blues genuíno que os Rolling Stones já chegaram. E é um clássico do repertório da banda até hoje.

EXTRA. “Plundered My Soul”, da reedição de Exile on Main St. (2010)
É possível achar tesouros legítimos no meio de faixas não-lançadas? Para os Stones foi tarefa fácil. A reedição de Exile on Main St. trouxe um disco bônus com tais preciosidades inéditas. A qualidade das faixas não só impressiona como supera muitos dos discos lançados pela banda nos anos seguintes. É de embasbacar como que esta faixa ficou de fora à época.


Fonte: http://ift.tt/2e7Xybd

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