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Metal Open Air oficialmente cancelado

Pois é, não teve jeito. Depois da palhaçada que já vinha se repetindo desde a sexta-feira (20/04), o palco Cliff Burton (o único restante, já que o palco Ronnie James Dio havia sido desmontado ontem) foi desmontado após o show do Korzus, grande expoente do metal nacional e o MOA foi cancelado. Todas as atrações principais exceto o Megadeth cancelaram suas apresentações, e é possível ler em redes sociais as notas explicando o ocorrido de várias bandas, como as nacionais Matanza (com seu característico estilo curto e grosso), Shadowside e Carro Bomba. Resta a nós saber no que vai dar toda essa história, e como o público e as bandas serão ressarcidos, e também como fica a imagem do Brasil no exterior, já que o site Blabbermouth noticiou o ocorrido.

Nota pessoal: Fico triste pelo Obituary, que disse ter ótimas memórias do Brasil, e teve 3 shows cancelados nessa turnê por aqui ):

A farsa do Metal Open Air

Quando o Metal Open Air foi anunciado pela primeira vez (como uma versão brasileira do Wacken Open Air, gigante da Alemanha), tudo parecia lindo e maravilhoso. Cheguei até mesmo a cogitar ir. Claro que não deu, o preço do ingresso, a viagem até São Luís (com alimentação e hospedagem) são impossíveis para uma estudante de 16 anos. O mais próximo que cheguei do festival foi o excelente show do Obituary no Hangar 110 no sábado passado, 14/04 (mais tarde, posto uma resenha). Na quinta feira, 19, meus arrependimentos por não ir se acabaram: o local não estava pronto para receber o festival, e cinco dias antes o Shadowside, um dos maiores nomes do heavy metal nacional, cancelou sua participação, explicada pela produção do MOA como um "problema de logística".

E na sexta começam a pipocar as notícias: Venom e Saxon cancelados. Dois dos mais influentes nomes do heavy metal mundial, sendo que o Venom praticamente criou uma vertente do gênero. E cancelados por falta de pagamento, descaso da produção, explicações de que os vistos do Venom foram parar na África (?). Até o presente momento, 30 bandas das 47 escaladas já cancelaram suas apresentações, incluindo Anthrax, Ratos de Porão, Headhunter D.C., André Matos, Rock N' Roll All Stars (supergrupo formado por personalidades do hard rock), Grave Digger, Blind Guardian, Stress, e os rumores é de que o restante pode ser cancelado a qualquer momento. Nem mesmo Charlie Sheen, o grande astro de Two and a Half Men veio.

O show do Megadeth, que fechou a noite de ontem (com 4 horas de atraso) teve muitos problemas de som, comentados pelo vocalista Dave Mustaine no palco, que chegou a dizer que usaria um violão caso os problemas persistissem. A cidade está mal sinalizada para aqueles que chegam e os fãs que iriam ficar na área de camping estão dormindo em um estábulo. Decididamente, uma vergonha para qualquer headbanger brasileiro. E a produção ainda mostra uma grande falta de respeito pelo público: abaixo, um tweet do dono da Negri Produções, que "organizou" o MOA:


Realmente, rolou... Com péssima infra-estrutura, desrespeito com o público e as bandas que tocariam, som horrível e destruição da credibilidade que o Brasil tanto lutou para conseguir, já que agora estava sendo o queridinho na rota de qualquer artista internacional em turnê. Não existem palavras para descrever a decepção dos fãs do gênero, e a vergonha por toda essa lambança com os artistas, principalmente com os que nunca haviam pisado em São Luís.

A novela não acaba por aqui. Há boatos de que a cavalaria da Polícia Militar está no local, e o cancelamento oficial deve ser anunciado a qualquer momento. E tenho certeza de que essa história ainda vai longe.

Deathstars


O Deathstars é uma banda de metal industrial formada na Suécia em 2000 por Whiplasher Bernadotte (vocal), Skinny Disco (baixo), Nightmare Industries (guitarra e teclado), Vice (bateria)e Cat Casino (guitarra). Seu som é muito comparado ao do Rammstein e Marilyn Manson, mas eles citam influências dos primeiros álbuns do KISS.

Os membros se conhecem desde a infância e o Deathstars surgiu a partir de uma banda de black metal chamada Swordmaster, porém decidiram mudar seu estilo mais tarde e lançaram seu primeiro disco, Synthetic Generation, em 2002. Os planos para um segundo álbum foram adiados quando, durante a volta de um festival em Leipzig (Alemanha), a banda teve um prejuízo de 15.000 dólares em equipamentos que foram roubados de seu ônibus e o álbum começou a ser gravado em 2005. Foi lançado em 2006, sob o nome de Termination Bliss, mesmo ano em que a banda abriu shows para o Cradle of Filth.

Em 2007, abrem shows para o Korn e começam a gravar o novo disco em outubro, em Nova York. O nome deveria ser Deathglam, mas após o lançamento de Death Magnetic do Metallica, a banda resolve mudar para Night Electric Night, e o disco foi lançado em 2009. Em 2010, fazem quatro shows na América do Sul, além de lançar uma versão de Night Electric Night com um DVD e músicas remixadas. No final de 2011, lançam uma coletânea, Deathstars: Greatest Hits on Earth, com duas músicas inéditas, e também anunciam que irão abrir shows do Rammstein em 2012.


Mötley Crüe e KISS juntos em turnê!


Após sair em turnê com o Poison e o New York Dolls em comemoração aos seus 30 anos e aos 25 do Poison e com o Def Leppard pela Inglaterra, o Mötley Crüe dividirá o palco com o KISS no verão norte-americano.

A turnê começará no dia 20 de julho, na cidade de Bristow, Virgínia, e se estenderá até o dia 23 de setembro, passando pelos estados do Texas, Califórnia, Flórida, Nevada, Nova York e Arizona, entre outros. Os shows serão iniciados pelo Crüe, mas as duas bandas tocarão por cerca de 90 minutos.


The Runaways


Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher (parabéns a todas nós, garotas roqueiras!), o post de hoje será sobre a banda feminina mais relevante de todos os tempos: The Runaways.

Em meados de 1975, a jovem Joan Larkin (popularmente conhecida como Joan Jett) colocou a ideia de uma banda formada somente por mulheres na cabeça, e decidiu correr atrás de seu sonho. Após encontrar o famoso produtor Kim Fowley (que já trabalhou com lendas do rock como Alice Cooper e KISS), que lhe deu o número de telefone da baterista Sandy West. Com a adição da baixista/vocalista Micki Steele, as Runaways viraram uma banda de verdade, mas Steele não durou muito em seu posto. A guitarrista solo Lita Ford, a vocalista Cherie Currie e a baixista Jackie Fox foram recrutadas, e em 1976 as adolescentes (na época, a mais velha era Lita Ford, com 17 anos) assinaram um contrato com a Mercury Records.

A ideia de cinco meninas adolescentes tocando rock n' roll se tornou muito popular nos Estados Unidos, e as Runaways tocaram ao lado de grandes nomes do rock como Cheap Trick, Van Halen e Ramones. Em 1977, elas lançaram o segundo álbum, Queens of Noise e partiram em uma turnê mundial. Sem dúvida, seu maior sucesso foi no Japão: Joan Jett define aquele período como "semelhante à Beatlemania". Elas ganharam especiais de TV, inúmeras aparições televisivas e gravaram um disco ao vivo, Live in Japan. A imagem da loira angelical Cherie Currie, definida como "meio Bardot, meio Bowie", usando corset, meias 7/8 e cinta-liga era um prato cheio para a imprensa; e a banda personificava o estilo "sexo, drogas e rock n' roll".

Durante a turnê japonesa, Jackie Fox deixou o grupo. Foi substituída por um curto período de tempo pela própria Joan Jett, e depois por Vicki Blue (que depois produziu um documentário sobre a banda, Edgeplay). Após uma briga com Lita Ford, a vocalista Cherie deixou o grupo, e Joan assumiu definitivamente os vocais (que já partilhava com Cherie). A loira lançou um CD solo, Beauty's Only Skin Deep, e um com sua irmã gêmea Marie, Messin' With the Boys, mas nenhum dos dois emplacou. O vício em drogas e álcool de Cherie a tirou de cena por muito tempo.

As Runaways lançaram dois belíssimos álbuns como um quarteto, Waitin' for the Night e And Now... The Runaways, esse último com Laurie McAllister no baixo. O grupo finalmente acabou em 1979, por causa de brigas entre Joan Jett e Lita Ford, que não concordavam com o estilo musical que iriam seguir: Joan queria um estilo mais punk, enquanto Lita era partidária do metal. As duas seguiram esses estilos bem distintos em suas carreiras solo; Joan emplacou o megahit "I Love Rock N' Roll" e Lita teve álbuns muito bem colocados, e sua música mais famosa é um dueto com o príncipe das trevas, Ozzy Osbourne, "Kiss Me Deadly".

Micki Steele, a primeira baixista, alcançou sucesso com as Bangles. Sandy West morreu em 2006, vítima de um câncer e Laurie McAllister morreu em outubro de 2011. Em 2010, foi lançado um filme sobre a história da banda, baseado no livro de Cherie e produzido por Joan, e que é mais centrado na história das duas do que da banda de verdade. Apesar de sua curtíssima carreira, essas garotas abriram as portas para todas as bandas femininas existentes e merecem todo o respeito dado a gigantes do rock como Led Zeppelin.

Veruca Salt


Uma das bandas mais legais dos anos 90. Se você viveu aquela época e se interessava por rock alternativo, provavelmente já ouviu Veruca Salt. Senão, vai conhecer aqui.


Nina Gordon e Louise Post se conheceram através de uma amiga em comum, a atriz Lili Taylor. As duas começaram a escrever músicas juntas e resolveram começar uma banda. Nina e Louise assumiram os vocais e guitarras da banda; o irmão de Nina, Jim Shapiro, assumiu a bateria e um certo Steve Lake ficou com o baixo.

Em 1994, no auge do grunge, o grupo lançou seu primeiro single: "Seether/All Hail Me" pela Minty Fresh Records. Atingiram um estrondoso sucesso com "Seether", um rock chiclete com influência pop (graças ao vocal doce de Nina Gordon) e o solo cheio de distorção de Louise.

Antes mesmo de lançar um disco, o Veruca Salt já abria os shows do Hole nos Estados Unidos. Após essa turnê, gravaram seu primeiro disco pela Geffen Records (a mesma gravadora do Hole, Nirvana e Guns N' Roses). American Thights chegou ao disco de ouro (500 mil cópias). A popularidade da banda aumentou relativamente graças à constante exibição do vídeo de "Seether" na MTV.

Em 1997, o grupo lançou o segundo disco, Eight Arms to Hold You, produzido por Bob Rock, o "homem de platina" (para se ter uma idéia, Bob produziu alguns dos discos mais vendidos de todos os tempos - seus trabalhos mais notáveis incluemDr. Feelgood do Mötley Crüe e Black Album do Metallica). O grande sucesso da vez foi "Volcano Girls", que foi para a trilha sonora do filme Um Crime entre Amigas. Pouco tempo após o lançamento do disco, Jim (bateria) deixou a banda, e foi substituído por Stacy Jones, que tocou durante a turnê, mas não gravou nada com eles.

A harmonia vocal entre Nina Gordon e Louise Post era uma das maiores forças da banda. As vozes doces das meninas se entrelaçavam e produziam uma combinação mágica. Infelizmente, Nina deixou a banda em 1998 para seguir carreira solo. Louise resolveu continuar a banda, sendo o único membro original. O último disco, Veruca Salt IV, foi lançado em 2006.

Rockstars: o antes e o depois

Como todo mundo, os rockstars envelhecem. Curte Rock traz para você um apanhado comparando os astros em seus dias de juventude e atualmente.

Vincent Furnier, mais conhecido como Alice Cooper. Não mudou muita coisa, mas atualmente o cantor está com 64 anos!

Sting, vocalista/baixista do The Police e cantor solo. Ele era uma gracinha (haha), e mesmo sessentão ainda lembra o garoto de antigamente!

Mr. Big Mouth, Steven Tyler from Aerosmith! Uma vez ouvi alguém dizendo que ele gastou milhões em plásticas tentando manter seu rosto e acabou com a aparência de uma tia velha. Para mim, ele nunca foi bonito, mas sua voz continua intacta, e é isso o que importa.

Steve Perry, vocalista do Journey.

Slash. Muitos dizem que "não mudou nada" porque ele manteve sua marca registrada - a cabeleira cobrindo o rosto, mas olhando bem de perto dá pra ver que antigamente ele tinha um ar 'perigoso' (provavelmente relacionado com o vício em heroína).

Ron Wood, Rolling Stones. Efeitos naturais do envelhecimento, perfeitamente reconhecível.

Rod Stewart perguntava "Do ya think I'm sexy?". A minha resposta? DEFINITIVAMENTE NÃO!

Richie Sambora, Bon Jovi. Sinceramente? Para mim está melhor agora.

Ozzy Osbourne. Ozzy já foi bonito, galera (vide fotos dele na década de 70, logo no comecinho do Black Sabbath!)

Neil Young. E o trocadilho infame (e inevitável), Neil Old.

Vince Neil, Mötley Crüe. Definitivamente, a minha banda preferida. Conheço gente que acha ele bonito, mas pra mim ele só era bonito beem no comecinho da banda (na época do Too Fast for Love, circa 1981), meu coração é Sixx!
Mick Jagger, Rolling Stones. Confissões da Cath: MICK JAGGER NOVO ERA MUITO CHARMOSO! Mas anos de uso de drogas e o envelhecimento natural não o favoreceram.

Keith Richards, Rolling Stones. Ou o pai do Jack Sparrow no Piratas do Caribe III, imagem perfeita da autodestruição e hedonismo do mundo rockstar. Aliás, "O Que Keith Richards Faria em Seu Lugar?" está na minha wishlist de livros.

Jon Bon Jovi, Bon Jovi. Prefiro hoje em dia, embora ele também fosse bonito antigamente!

Johnny Rotten, Sex Pistols. Tenho um amor platônico por ele e pelo Sid Vicious. Definitivamente gosto de punks.

James Hetfield, Metallica. Mudaram poucas coisas: número de tatuagens, tamanho do cabelo e a barba.

Joe Elliot, Def Leppard. Hm, prefiro não comentar.

Iggy Pop. O rosto continua igualzinho. Para aqueles que leram Mate-me Por Favor (a história do punk contada pelos próprios participantes!), sabem que ele estar vivo é um milagre inexplicável, assim como Ozzy, Lemmy e Keith.

Gene Simmons, KISS. Outro que prefiro me abster de comentários.

Eddie Van Halen, Van Halen. Cara, ele é o meu guitarrista preferido. Mas algo que me intriga MUITO nele são os dentes, irc!

David Lee Roth, Van Halen. Se eu encontrasse na rua, não reconhecia, e ainda ficava com medo de ser o Lobisomem (tadinho do Dave!)

David Coverdale, Whitesnake. Igualzinho.

Charlie Watts, Rolling Stones. Outro que era extremamente charmoso. E não, ele não nasceu de cabelo branco.

Bruce Springsteen. Me abster de comentários de novo.

Bruce Dickinson. Acho ele um coroa saudável! Estiloso e bem conservado, rs.

Bret Michaels, Poison. Eu adoro Poison, mas o Bret nunca foi nenhuma beleza.

Bono Vox, U2. Eu sei que ele tem um enorme fã-clube feminino, mas eu realmente não consigo achar ele bonito.

Bob Dylan.

Axl Rose, Guns N' Roses. Essa foto 'atual' dele já deve ter uns 10 anos, porque ainda é bem possível reconhecer o maior rockstar dos anos 90. Hoje em dia... poor Axl!

A despedida de Rita Lee

Vovó Ritinha, a rainha do nosso rock n' roll, anunciou sua aposentadoria dos palcos na semana passada, e seu último show (na madrugada de hoje) acabou com a cantora sendo levada à delegacia por desacato a autoridade.

Calma, calma, vamos às explicações. Aparentemente, policiais começaram a dar uma geral na turma do baseado, presença garantida em 90% dos shows de rock. Incomodada com a presença dos policiais, Rita pediu que eles se retirassem e mandou que eles fossem "fumar um baseadinho". Obviamente, os policiais não aceitaram a sugestão e continuaram com a intervenção (nada mais do que seu trabalho), a cantora continuou: "Em vez de pegar no pé da meninada, vai caçar político filho da puta". Ainda assim, os policiais não se retiraram, e os xingamentos de Rita não pararam: ela se referiu a eles como "cachorros, cavalos e filhos da puta"; além de incitar a plateia a xingá-los. Após o incidente, a cantora prosseguiu com o show, e logo após foi levada para uma delegacia, de onde postou o seguinte tweet:
"Polícia dando trabalho p/ mim, quer me prender, embasamento legal ñ há, ñ retiro uma palavra do q disse, o show era meu!"

De qualquer jeito, Rita conseguiu encerrar sua carreira dos palcos do jeito que à levou a fama: com polêmicas.

A pedrada no Pe Lanza

Eu sei que esse é um blog sobre rock, mas preciso expor a minha opinião sobre esse assunto. Bem, vamos lá.

Eu não gosto de Restart. Acho as músicas deles chatas, não gosto do visual e não consigo me identificar com o som. Acho que eles sejam uma cruza entre os Backstreet Boys e o Blink-182 (bandas aliás que eu curto, mas o Restart não me agrada). Acho tudo isso. Mas eu aprendi a respeitá-los como pessoas, sobretudo porque a minha irmã de 11 anos é simplesmente fanática por eles, inclusive já os conheceu (junto com a minha mãe), e elas conseguiram me convencer de que eles são pessoas realmente legais. Até me acostumei a ver a cara deles por todos os cantos do meu quarto.

Então, um belo dia desses, um indivíduo jogou uma pedra na cabeça do Pe Lanza durante um show gratuito da banda em Rio das Ostras/RJ. Pura covardia. E o vocalista do Restart ainda teve uma atitude que eu não posso definir com outra palavra que não seja FODA: continuou o show, mesmo sangrando. Se a pessoa buscava algum reconhecimento positivo por sua atitude pelos detratores do Restart, na minha opinião, seu plano foi por água abaixo, já que mesmo pessoas que odeiam a banda (como eu) estão reprovando esta atitude.

Eu só penso se fosse comigo: se eu estivesse no show de uma banda que eu gosto, e alguém da banda fosse atingido. O que já aconteceu com minhas bandas preferidas, como por exemplo o Mötley Crüe, que era constantemente atacado com garrafas durante o início da carreira. Ou até mesmo Kirk Hammett, o guitarrista do Metallica, que praticamente foi apedrejado quando se juntou a uma banda punk (que eu infelizmente não me recordo qual) num show no clássico CBGB's. Isso é uma absurda falta de respeito, com um artista que, você gostando ou não está ali fazendo o seu trabalho. E pra vocês que estão aplaudindo a atitude de quem jogou a pedra, são nada mais do que uns otários que com certeza ficariam reclamando se fosse com um artista de quem vocês gostem.

É fácil ter atitudes como essas no anonimato, e isso só reforça a covardia do autor. Lanza ainda 'convidou' o agressor a ir resolver suas diferenças com ele após o show. Minha irmã já me convidou várias vezes parar ir nos shows do Restart com ela, e eu simplesmente recusei o convite, porque não gosto do som. Para mim, seria um sofrimento ir a um show de uma banda que eu simplesmente detesto para agredir alguém da banda.

Na minha opinião, é por isso que não é possível fazer nenhum tipo de evento cultural gratuito (principalmente envolvendo música) no Brasil. Simplesmente não existe respeito (vide as brigas de skinheads e punks durante o show do Misfits na Virada Cultural do ano passado). Depois o brasileiro ainda reclama da falta de incentivo à cultura por parte do governo, mas isso é assunto para outro post.

Crossover Thrash


Muitos vão ler o título desse post e perguntar "Crossover thrash? What the hell is that?". Continuando minha série de posts-que-explicam-gêneros-de-rock, aqui vai um pouco sobre esse estilo.

O crossover thrash surgiu na década de 1980 nos Estados Unidos, e nada mais é do que o thrash metal tradicional com mais influências do punk hardcore. E agora vocês me perguntam: "O que é thrash metal?"
Thrash metal é aquele estilo de heavy metal bem mais rápido e agressivo do que o metal tradicional, recheado de bumbos duplos, riffs elaborados (sem perder a agressividade) e letras que tratam de temas como destruição, morte e críticas sociais.

Satisfeitos? Acho que não. "Cathy, o que é punk hardcore?"
Punk hardcore é um tipo de punk mais "econômico" e agressivo do que o punk tradicional. Vamos usar um exemplo prático: aqui temos uma música dos Sex Pistols e uma do Black Flag. A primeira é punk rock clássico, já a segunda é de uma banda de hardcore. O punk clássico ainda mantém uma forma de verso/refrão, mas o hardcore é mais centrado na melodia.

Ok, voltemos ao crossover. Na década de 1980, os superstars do metal eram todos bandas de glam metal, como Mötley Crüe e Ratt (e todos os headbangers deviam ser gratos a eles, porque se eles não tivessem existido, não veriam shows de seus ídolos do metal "de verdade", mas isso é assunto para outro post), e esses dois mundos começaram a se unir. Tradicionalmente, o punk rock e o heavy metal sempre foram inimigos, mas nessa época os adesivos do GBH começaram a surgir nas guitarras do Metallica, e as bandas de hardcore começaram a se cansar das limitações do estilo. Nada mais natural do que esses estilos começassem a trocar figurinhas.

Bandas como Corrosion of Conformity (C.O.C), Suicidal Tendencies, Stormtroopers of Dead (S.O.D., formada por membros do Anthrax e cujo álbum Speak English or Die, cheio de letras irônicas, fez muito sucesso) e Dirty Rotten Imbeciles (D.R.I) estão entre as pioneiras do gênero, mas também podemos citar o Municipal Waste, Nuclear Assault, No Mercy e os brasileiros Ratos de Porão, além do Body Count, banda formada pelo rapper Ice-T e que fez sucesso com uma música chamada "Kill The Cops".

Se você não tem nenhum problema com som alto e pesado, com batidas de bateria martelantes e riffs de guitarra carregados na distorção, não perca tempo. Welcome to the thrash zone. E para vocês ouvirem, um bom momento da TV brasileira: Ratos de Porão no Programa Livre, que passava no SBT, era apresentado por Serginho Groisman e já teve como convidados até mesmo o Kiss e o Bon Jovi.

Gothic Rock/Darkwave


Ao contrário do que muitos pensam, a música gótica não se resume a vocais líricos femininos e pianos. Não. Na realidade, o gothic rock é um gênero influenciado pelo punk rock e pela música eletrônica. Depois de toda a loucura que foi o movimento punk, as bandas descobriram os sintetizadores e efeitos eletrônicos e começaram a inseri-los na estética punk dos acordes e batidas simples, período da década de 80 que ficou conhecido como pós-punk.

E esse novo som tomou dois caminhos diferentes: a new wave e a darkwave. A diferença está nas cores: a new wave era festiva, colorida e animada (como por exemplo The B-52's), já a darkwave era sombria e tratava principalmente de amores não correspondidos. A banda que mais influenciou o gênero darkwave foi o Joy Division, quarteto formado por Bernard Sumner, Peter Hook, Stephen Morris e o líder Ian Curtis, que se suicidou aos 23 anos. O segundo disco do Joy Division, Closer (1980), lançado postumamente, pode ser entendido como um bilhete de despedida de um suicídio. O single "Love Will Tears Us Apart" é o mais famoso do grupo, e dá uma ideia do que viria a ser o cenário darkwave alguns anos mais tarde.

O primeiro single considerado darkwave/gótico seria "Bela Lugosi's Dead", do Bauhaus, lançado em 1979. A música, cheia de elementos eletrônicos, tem uma atmosfera sombria e seu título é uma homenagem a um famoso ator de filmes de terror na década de 1930.

Além dos sintetizadores, guitarras, linhas de baixo extremamente bem construídas e batidas dançantes de bateria, algumas bandas de darkwave como Siouxsie & The Banshees incrementaram saxofones no seu som.

Muitas vezes, as músicas de darkwave soam como canções de ninar, simples e melancólicas, mas de uma beleza indescritível. E esse estilo continua influenciando milhões de bandas da nova geração indie de hoje em dia, como por exemplo os Killers, que retiraram seu nome de um clipe do New Order (banda formada pelos três integrantes remanescentes do Joy Division), Franz Ferdinand e Kaiser Chiefs.

Espero que tenham gostado e compreendido a essência da música gótica. Abaixo, o clipe de uma das melhores músicas do movimento: The Killing Moon, por Echo and the Bunnymen.

Lollapalooza Brasil


Depois de muita especulação, foi confirmado que um dos maiores festivais americanos teria sua primeira edição brasileira. Após o sucesso do Rock In Rio e do SWU, o Lollapalooza resolve estrear no nosso solo tupiniquim seguindo seu tradicional setlist de bandas alternativas.

Para mim, esse é exatamente o problema. Apesar dos headliners serem sensacionais (Foo Fighters, Arctic Monkeys e Joan Jett & The Blackhearts), além do sempre presente Jane's Addiction (já que seu vocalista, Perry Farrell, é o criador do festival), a quantidade de bandas de "indie pop rock" desanima. Bom, o Lolla é um festival dedicado à música alternativa, então eu não podia esperar algo diferente, mas tem algo nessas bandas que me irrita. Não sei. Podem ser os clipes, podem ser as guitarras, pode ser o som epilepticamente dançante.

Mas nem apenas de seus três headliners e bandas "indietrônicas" é feito o Lollapalooza. Tradicionais artistas brasileiros como Plebe Rude, Marcelo Nova e Velhas Virgens (comemorando 25 anos! Salvem as Velhas Virgens!), além das "novatas" (porém não menos boas) Tipo Uísque, Daniel Belleza & Os Corações em Fúria, Garage Fuzz e Black Drawing Chalks incrementam o setlist com orgulho, além de nomes respeitadíssimos do nosso rap: Pavilhão 9 e Racionais MC's. Incluir rappers na setlist é tradição do festival, que já contou com participações de Ice Cube, M.I.A e B.o.B.

A música eletrônica também terá seu espaço (como é tradição nos festivais brasileiros - vide tendas eletrônicas no SWU e Rock in Rio), como o famoso DJ Skrillex. A divertidíssima Peaches, tocando seu electroclash feminista, também marcará presença, o que pode agradar alguns fãs mais ecléticos da rainha Joan Jett.

Pois é, o setlist não me agradou. Desculpa, Joan, mas fica pra próxima. Beijo, tô esperando seu show solo!

Homenagem a Dimebag Darrell

Há exatamente 7 anos, um dos mais importantes guitarristas do heavy metal dos anos 90 nos deixava. Darrell Abbot, também conhecido como Diamond Dimebag Darrell, do Pantera, morreu no palco, tocando com sua banda Damageplan. Um fã, Nathan Gale, iniciou um tumulto no show e atirou em 15 pessoas, incluindo o guitarrista. Um policial atirou em Nathan, impedindo que ele atingisse mais pessoas, e ele morreu na hora.

Pessoas próximas a Nathan dizem que ele era um grande fã do Pantera e sofria de esquizofrenia, tendo gritado algo sobre a dissolução de sua banda preferida antes de atirar.

Dimebag foi um dos guitarristas mais revolucionários dos anos 90. Com seus riffs extremamente rápidos e pesados, e seus solos melódicos (como pode ser percebido nas baladas "Hollow" e "This Love"), ajudou a definir o estilo groove metal pelo qual o Pantera é conhecido, apesar de terem iniciado sua carreira tocando glam metal.

Dime, como é chamado pelos fãs, foi enterrado em um caixão do KISS com uma guitarra enviada por Eddie Van Halen, e sua morte repercutiu no mundo inteiro, causando um grande incidente no Brasil quando o cronista Arnaldo Jabor chamou todos os headbangers de "violentos e sujos". Fica aqui o meu respeito e eterna admiração a um dos melhores guitarristas de todos os tempos, além de ser um dos meus preferidos.

Black Sabbath: a realeza dos demônios heavy metal.


Sexta-feira, 13 de fevereiro de 1970. Direto de Birminghan, Inglaterra, Suas Excelências Osbourne, Iommi, Butler e Ward disparavam seu primeiro petardo, o auto-intitulado Black Sabbath para o mundo.

E não é preciso dizer que os 37:45 de duração do álbum mudaram toda a história do rock n' roll, porque isso é mais do que óbvio. Toda e qualquer banda de heavy metal tem a obrigação de reverenciar esse álbum, porque ele definiu o gênero e sua estética. Os flertes com o ocultismo, o peso e a impressão de estar escondendo um segredo encantaram gerações.

Gravado em dois dias com um orçamento apertado, Black Sabbath apresenta o clássico som blues rock distorcido e cheio de satanismo. A letra de "N.I.B" retrata o próprio Lúcifer falando, enquanto o riff principal de "Black Sabbath", composto por três notas, é um dos mais arrepiantes de todos os tempos. A versão oficial para a atmosfera satânica do álbum é por ter sido gravado simulando uma gravação ao vivo, captando picos de volume e tudo o mais.

O Sabbath não precisa de justificativas para ser consagrado como uma das maiores bandas de todos os tempos, mas sua genialidade e a competência em fazer o simples é seu maior legado. Muitos tentam imitá-los, mas ninguém conseguirá reproduzir aquela atmosfera assustadora, ainda mais com apenas um baixo, uma guitarra, uma bateria e um vocalista nada técnico, mas dono de uma das mais famosas vozes do rock.

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