Paul McCartney prestou seu tributo ao seu amigo e produtor dos Beatles, George Martin, que morreu nesta madrugada (9). Conforme relatado anteriormente, a causa da morte ainda não foi estabelecida, mas a família de Martin pediu privacidade nesse momento.
McCartney disse ter ficado “muito triste” ao saber da morte de Martin e fez referência ao modo como ele “guiou a carreira dos Beatles com tal habilidade e bom humor”. Leia a carta-tributo de Paul McCartney a George Martin:
“Eu fiquei muito triste ao saber da notícia do falecimento do querido George Martin. Tenho tantas memórias maravilhosas deste grande homem que irão ficar comigo para sempre. Ele era um verdadeiro cavalheiro e como um segundo pai para mim. Ele guiou a carreira dos Beatles com tanta habilidade e bom humor que ele se tornou um verdadeiro amigo para mim e minha família. Se alguém ganhou o título de quinto Beatle, este era George. Desde o dia em que deu aos Beatles o nosso primeiro contrato de gravação à última vez que o vi, ele sempre foi a pessoa mais generosa, inteligente e musical que já tive o prazer de conhecer.”
“É difícil escolher as memórias favoritas de meu tempo com George. Há tantas, mas aquela que vem à mente foi quando levei a música “Yesterday” para uma sessão de gravação e os caras da banda sugeriram que eu a cantasse e tocasse sozinho. Depois que fiz isto, George chegou para mim e disse: ‘Paul, eu tenho uma ideia de colocar um quarteto de cordas na gravação’. Eu disse: ‘Oh não, George. Somos uma banda de rock and roll e eu não acho que seja uma boa ideia’. Mas com a maneira suave de um grande produtor, ele me disse: ‘Vamos experimentar. Se não funcionar, a gente descarta e mantemos sua gravação solo’. Eu concordei e voltamos à sua casa no dia seguinte para trabalharmos no arranjo.”
Paul continuou: “Ele pegou os acordes que eu mostrei a ele e espalhou as notas pelo piano, colocou o violoncelo na oitava baixa, o primeiro violino em uma oitava alta e me deu minha primeira lição de como as cordas são expressas por um quarteto. Quando gravamos o quarteto de cordas no Abbey Road, foi tão emocionante reconhecer que sua ideia era tão correta que me senti obrigado a contar isso para as pessoas durante semanas. A ideia de George, obviamente, funcionou porque a música tornou-se posteriormente uma das canções mais regravadas de todos os tempos, com versões de Frank Sinatra, Elvis Presley, Ray Charles, Marvin Gaye e outras milhares.”
“Esta é apenas uma das muitas lembranças que tenho de George, que passou a me ajudar com arranjos em faixas como “Eleanor Rigby”, “Live and Let Die” e muitas outras. Tenho orgulho de ter conhecido um cavalheiro, com um sentido tão aguçado de humor, que tinha a capacidade de zombar de si mesmo. Mesmo quando ele foi nomeado cavaleiro pela rainha, nunca houve o menor vestígio de esnobismo da parte dele. Minha família e eu, de quem era um amigo querido, vamos sentir falta dele e enviamos o nosso amor à sua esposa Judy, seus filhos Giles e Lucy, e os netos. O mundo perdeu um grande homem que deixou uma marca indelével na minha alma e da história da música britânica.”
O tributo de McCartney chega na sequência de declarações similares de Ringo Starr e outros músicos, incluindo Mark Ronson, Liam Gallagher e Nigel Godrich.
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Pedro
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