Nostalgia e devoção no último show dos Titãs com Paulo Miklos

DSC06527Os aplausos para os Titãs no último show com Paulo Miklos

A letra de “Diversão” (1987) diz que “a vida até parece uma festa” e nos alerta para “o preço que ela cobra”. E a conta parece ter chegado para Paulo Miklos, que na manhã desta segunda-feira (11) anunciou seu desligamento dos Titãs após 35 anos de atividades. Enquanto o músico (e ator) seguirá tocando seus projetos paralelos, a banda não perdeu tempo e anunciou Beto Lee para a vaga.

Fato é que no último sábado (9) tudo parecia normal dentro do universo titânico. Apesar do show ter sido um evento promovido por uma rádio, o quinteto formado por Miklos, Tony Bellotto, Sérgio Brito, Branco Mello e Mario Fabre mostrou o profissionalismo que se espera de uma banda longeva e montou um setlist repleto de sucessos. O show foi montado como uma espécie de comemoração pelos 30 anos do álbum “Cabeça Dinossauro” em detrimento de apresentar uma grande quantidade de faixas do mais recente (e ótimo) álbum “Nheengatu” (2014).

>>> Titãs celebram os 30 anos de “Cabeça Dinossauro”

Para animar os presentes no Circo Voador rolou uma excelente discotecagem com clássicos do rock nacional e internacional. O show de abertura foi de Toni Platão. A lona já estava cheia pouco depois da meia noite, pronta para testemunhar a história sendo escrita diante dos próprios olhos. Ainda que ninguém soubesse disto. Os Titãs subiram ao palco em alta voltagem com “Lugar Nenhum”, “Aluga-se”, “AA UU” e “Diversão”. Embora o público interagisse durante o show, a primeira canção acompanhada em uníssono foi o megahit “Pra Dizer Adeus”, que deu a tônica da plateia presente: poucos jovens fãs hardcore e uma maioria de fãs por volta dos 30/40 anos.

Depois de nove clássicos praticamente emendados um no outro, o tecladista (e eventualmente baixista) Sérgio Britto avisa ao público que tocará algumas canções de um álbum muito importante para eles. “Alguém aqui ouviu o álbum ‘Nheengatu’?”, perguntou. A resposta foi dada por pouquíssimas pessoas, o que deixou Britto um pouco desconcertado. A primeira delas, “Fardado”, contou com um fã mais exaltado que subiu no palco e cantou a primeira parte com Britto. Em seguida, “Cadáver Sobre Cadáver” e “Chegada Ao Brasil (Terra à Vista)”, que também contou com uma tentativa de invasão ao palco.

Em “Cabeça Dinossauro” foi a vez do baterista Mario Fabre aparecer com um solo de bateria. E a partir daí o show tomou curva ascendente. Enquanto as soft “Epitáfio”, “Go Back” e “Marvin” foram acompanhadas em alto e bom som, “Polícia” e “Bichos Escrotos” foram os dois números em que, de fato, nos remetia a um verdadeiro show dos Titãs, com direito a várias rodinhas de pogo sendo abertas.

O bis trouxe “Desordem”, “Flores” e “Igreja”, muito pedida pelo público e que a banda resolveu atender. Ao longo de 23 canções, não houve quem desabonasse um espetáculo de tom revivalista. Foi um evento para exorcizar e ao mesmo tempo glorificar o passado, a banda e todos os sentimentos que envolvem um show. Por todas as circunstâncias que envolvia – mas que ninguém da plateia sabia – , poderíamos resumir a noite em uma palavra: histórica.

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Setlist:
Lugar Nenhum
Aluga-se (Raul Seixas)
AA UU
Diversão
Pra Dizer Adeus
A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana
O Pulso
Sonífera Ilha
Comida
Fardado
Cadáver Sobre Cadáver
Chegada Ao Brasil (Terra à Vista)
Cabeça Dinossauro
Epitáfio
Go Back
Marvin
Televisão
Homem Primata
Polícia
Bichos Escrotos
__________________
Desordem
Flores
Igreja


Fonte: http://ift.tt/29zJZvw

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