David Bowie, Prince e Bob Dylan: os homens do ano!

Na terça-feira passada (1º de novembro), Bono tornou-se o primeiro homem a ser indicado à prestigiosa lista de Mulheres do Ano da revista norte-americana Glamour. A ideia de indicar um homem na lista feminina já existia há algum tempo, mas sempre era deixada de lado. “Homens já ganham prêmios o bastante. Mas essa ideia acabou ficando desatualizada e agora há muitos homens fazendo coisas maravilhosas para as mulheres, e Bono é um deles”, disse a editora da revista, Cindi Leive. Mas e se tivéssemos de escolher o Homem do Ano? Certamente teríamos de desmembrar esse título em três.

zzz

Há cerca de um ano, David Bowie deixava o rock de lado e anunciava um novo projeto de jazz. Menos de três meses depois, o maravilhoso “Blackstar” chegava às lojas. Mas dois dias depois perdemos o grande homem. O mundo poderia não estar preparado para esta partida, mas Bowie já havia começado a se despedir do Planeta Terra nos clipes de “Blackstar” e “Lazarus”. Vai o homem, fica a obra. Nem foi preciso esperar muito pela revisitação da mesma.

Aliás, no que diz respeito a David Bowie, a obra já vinha sendo dissecada há algum tempo. Entre 2013, ano de “The Next Day” (o álbum de inéditas que quebrou 10 anos de silêncio), e janeiro de 2016, houve três investidas ao baú do cantor: em 2014, o relançamento da caixa “Sound + Vision”, de acordo com a atualização de 2003, numa versão mais econômica; em 2015, a compilação “Nothing Has Changed”, que percorre criteriosamente toda a carreira (e que, como extra, já trazia uma primeira versão de “Sue (Or In a Season of Crime)”, dando uma pista sobre o que estava por vir em termos de sonoridade); ainda em 2015, a caixa “Five Years (1969-1973)”, com os seis álbuns de inéditas deste período, um álbum ao vivo e muitos extras.

Após “Blackstar” e a morte do artista, contam-se três edições: o segundo volume da maior retrospetiva de carreira, “Who Can I Be Now (1974-1976)”, retratando os anos “americanos” e incluindo, além do que é de praxe, o álbum inédito “The Gouster”. Já “Lazarus”, a trilha sonora do musical com repertório de Bowie, traz no CD extra os seus principais atrativos (quatro inéditas que sobraram das sessões de “Blackstar”, que cairiam melhor se viessem em uma edição ampliada do último álbum). E vem por aí a compilação “Bowie Legacy”, um CD triplo que mexe pouco na ainda tão fresca “Nothing Has Changed”, acrescentando-lhe duas faixas de “Blackstar”. Quem pensava que as compilações “físicas” iriam desaparecer com as playlists nas plataformas de streaming, se enganou.

Prince era um artista prolífico e pouco dado a revisitações de sua obra. Em vida, viu nas lojas quatro “greatest hits” de seu repertório gravado para a Warner. Nessas coletâneas não entraram nenhuma música posterior a 1992, exceto a inédita “Peach”, apresentada pela primeira vez em “The Hits 2”, de 1993. A morte do artista em abril deste ano vem, naturalmente, justificar outras idas ao arquivo. Quem espera ansiosamente por uma reedição caprichada do clássico “Purple Rain” (programada para janeiro de 2017), ficará desapontado com a primeira investida ao passado que se materializará em “Prince 4Ever” no fim deste mês. As canções selecionadas abrangem apenas a carreira do músico até 1993. Desde então, Prince lançou nada menos que 23 discos. Com a gestão do espólio entregue agora a alguns dos principais figurões da indústria, espera-se que este seja apenas um aperitivo para ganhar tempo de preparar novas surpresas.

O Prêmio Nobel não mexeu com Bob Dylan, o homem, mas vai mexer com as contas do artista. O livro com as letras escritas entre 1961 e 2012 que, no site oficial de Dylan, começou a ser promovido com a referência ao prêmio que Dylan meio que ignorou, vai ser relançado nesta terça-feira (8). E este mês chegam às lojas mais duas raridades do cantor: a caixa “The 1966 Live Recordings”, com nada menos que 36 CDs com os concertos da controversa turnê em que Dylan empunhou guitarra pela primeira vez em detrimento do violão. Também haverá venda em separado de “The Real Royal Albert Hall 1966 Concert”, com aquele que consideram o show definitivo desta fase. Tudo isto com um verdadeiro e inestimável bônus: Dylan ainda está entre nós.

O post David Bowie, Prince e Bob Dylan: os homens do ano! apareceu primeiro em Portal ROCKline | É só rock'n'roll!!!.


Fonte: http://ift.tt/2fTd8Y6

0 comentários:

Postar um comentário

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Enterprise Project Management