Call The Police: Andy Summers, João Barone e Rodrigo Santos revivem a magia do Police em show lotado no Rio

Ainda que breve, o The Police tem uma história bacana com o Rio de Janeiro. Em 1982, no auge da forma, fizeram um show eletrizante para um Maracanãzinho lotado. Vale lembrar que o show business brasileiro daquela época ainda engatinhava e poucas eram as bandas que se aventuravam a tocar por aqui (o Queen havia tocado por duas noites no Morumbi no ano anterior). Já em 2007, o trio formado por Sting, Stewart Copeland e Andy Summers desfilaram seus hits para 70 mil pessoas em um Maracanã lotado.

Corta para 2017. Ainda que em menor escala (o Vivo Rio recebeu 2 mil pessoas), assistir ao espetáculo Call The Police, onde o guitarrista Andy Summers divide o palco com o baixista e vocalista Rodrigo Santos (Barão Vermelho) e o baterista João Barone (Paralamas do Sucesso) é um programa imperdível para aqueles que viveram o auge da banda britânica. Isso explica o público com média de idade entre 30/40 anos, organizados em mesas, e que encheu a casa de espetáculos da Zona Sul carioca.

Espetáculo foi moldado para Andy Summers brilhar

Sting assumiu praticamente sozinho a direção musical da turnê de reunião do Police em 2007. A ordem era “não improvisar” e seguir fielmente os arranjos preparados para aqueles shows. O espetáculo Call The Police subverte a lógica da banda e foi moldado para que Andy vá à forra e toque livre de amarras.

Uma introdução com diversas músicas que citavam o nome “The Police” começou a ecoar dos alto-falantes às 21h50, sinalizando que o espetáculo iria começar. E o trio arranca com a potente “Synchronicity II” e “Walking On The Moon”, quando surge a primeira deixa para Andy Summers saudar a plateia e arriscar um quase-português ao dizer que estava “mucho feliz”.

“Driven To Tears” não é das faixas mais famosas do Police, mas foi o primeiro grande momento da noite, quando o trio começa a improvisar mais. Enquanto Barone atacava seu poderoso kit de bateria (com direito à pele do bumbo inspirada no grafismo da capa de “Synchronicity”, de 1983), Rodrigo sustentava a base para que Andy disparasse alguns de seus solos espertos para aplausos do público.

A apresentação carioca teve “Bring On The Night” limada do set, mas o trio compensou com a etérea “Tea In The Sahara”, talvez o mais belo momento da noite. Os vocais de Rodrigo são precisos (se fechássemos os olhos, poderíamos ouvir o Sting cantando) enquanto Andy improvisava sons mais climáticos.

Parte final quebra o gelo e público (enfim) levanta das cadeiras

O concerto chegava à metade e era hora de fazer a plateia levantar das cadeiras. “So Lonely” (famosa no Brasil pela versão de Léo Jaime, que a transformou em “Solange”) e “Roxanne” fizeram as pessoas deixarem a timidez de lado e interagirem mais com Rodrigo.

O momento “celulares ao alto” da noite ficou a cargo de “Every Breath You Take”, fiel à versão original. E “Message In A Bottle” fecha o primeiro set com o público em cima das cadeiras gritando o “sending an S.O.S” da letra.

O trio deixa o palco, mas rapidamente volta para o bis, que tem mais duas favoritas dos fãs: “Can’t Stand Losing You”, devidamente emendada com “Reggatta De Blanc” em longa versão e muita improvisação, e a indefectível “Every Little Thing She Does Is Magic”, com participação efusiva da plateia.

O público mais uma vez chama a banda de volta. Barone e Rodrigo atendem ao pedido dos cariocas e se mostram dispostos a fugir do roteiro e tocar mais uma. Mas Andy decidiu partir de vez para o camarim e deixou o baterista e o baixista a ver navios. Um pouco sem graça com a situação, Rodrigo lamenta não poder tocar e pede para que “respeitem a vontade do mestre”.

Tudo bem, Rodrigão. A plateia já estava satisfeita com a festa e foi embora feliz da vida!

SETLIST:
1. Synchronicity II
2. Walking On The Moon
3. Driven To Tears
4. Spirits In The Material World
5. Hole In My Life
6. Invisible Sun
7. Tea In The Sahara
8. So Lonely
9. Next To You
10. Roxanne
11. Every Breath You Take
12. Message In A Bottle

BIS:
13. Can’t Stand Losing You/Reggatta De Blanc
14. Every Little Thing She Does Is Magic

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